Seguro, Cruzeiro supera barreiras e mostra real prateleira com atuação diante do Palmeiras

Seguro, Cruzeiro supera barreiras e mostra real prateleira com atuação diante do Palmeiras

Cruzeiro empatou por 1 a 1 com o Palmeiras, na Arena Barueri, superando obstáculos para mostrar, mais uma vez, que está em crescimento na temporada. A posição na tabela ainda não é a ideal, mas atuação e resultado deixam claro qual o real lugar do time nas prateleiras dos 20 participantes do Brasileirão.

Artur Jorge não pensou na decisão que terá na terça-feira, contra o Boca Juniors. Mandou a campo o time ideal para o momento – com Fagner e Christian de volta – e colheu frutos durante o jogo. Com bons encaixes, a parte física não pesou, mesmo com chuva forte e um adversário que poupou jogadores no meio da semana.

O início foi de certa instabilidade para sair de trás. Ligações diretas não funcionavam, e o jogo por baixo era freado por erros individuais. Situações que não geraram alarde em função da boa participação defensiva, com retomadas rápidas de posse e permitindo poucas chegadas de perigo do adversário. Jonathan Jesus, desde o primeiro minuto, foi soberano.

E foi em uma retomada no campo de ataque que saiu o gol. De Matheus Pereira para Christian, que deu assistência para finalização perfeita de Arroyo. Vantagem construída aos 10, mas diluída ao 19, com Felipe Anderson acertando chutaço em rebote de escanteio: 1 a 1.

Os gols cedo mudaram pouco o cenário do jogo. Os dois times seguiram abertos, dispostos a uma “trocação”, mas tornando os goleiros pouco acionados por conta de erros no acabamento das jogadas. O Cruzeiro, especificamente, pecava no passe final. Roubava, tinha espaço, mas terminou o primeiro tempo apenas com três finalizações.

O segundo tempo foi melhor para o Cruzeiro. A melhor chance até foi do Palmeiras, com milagre de Otávio em bicicleta de Gómez, mas o time de Artur Jorge teve mais controle das ações. O pecado, mais uma vez, foi não transformar posse e boas triangulações em finalizações de real perigo. O time sentiu a falta de inspiração de Matheus Pereira, pouco efetivo perto da área.

A grande oportunidade do Cruzeiro foi com Arroyo, que errou pontaria. Kaiki obrigou Carlos Miguel a duas defesas em finalizações fortes, mas no meio do gol. E Kaio Jorge, ainda sem a confiança do artilheiro, deixou de finalizar em boa escapada pela esquerda.

No fim, o empate foi justo. O equilíbrio diante do líder, com vantagem física e elenco mais robusto, mostra que o pecado do Cruzeiro foi o desempenho no início do Campeonato Brasileiro. A briga na tabela só não é a ideal por conta do déficit dos jogos sob comando de Tite – em culpa dividida com diretoria e jogadores.

A conta dificilmente será paga, já que o assunto no início do ano era briga por título. Mas, aos poucos, o Cruzeiro também mostra que a luta contra o rebaixamento é irreal. O time ainda sofre apagões, como diante do Atlético-MG, mas o balizador mais justo está nos duelos contra Bahia, Palmeiras, Remo, Boca Juniors e Católica. Nesses jogos, quando não venceu, também não mereceu perder. A equipe de Artur Jorge é chata de ser batida.

No Brasileirão, tem dois jogos em casa para deixar de lado a briga contra o rebaixamento e voltar da Copa do Mundo com foco por vaga na Libertadores – o que parece ser a briga real com o somatório de contextos na temporada. E, certamente, será mais fácil com os nomes que chegarão para o elenco de Artur Jorge.

FONTE: ge.globo.br FOTO: Marco Galvão/Cruzeiro