Imprensa argentina e jogadores do Boca reclamam de arbitragem contra o Cruzeiro: "VAR fantasma"

Imprensa argentina e jogadores do Boca reclamam de arbitragem contra o Cruzeiro: "VAR fantasma"

A imprensa argentina e os jogadores do Boca Juniors questionaram a arbitragem de Jesús Valenzuela no empate por 1 a 1 sobre o Cruzeiro. São três reclamações principais – todas por toques no braço.

"As decisões do árbitro foram estranhas. É curioso que ele tenha marcado um gol e não o outro. Para mim, o último lance foi mão na bola, é estranho como eles decidiram" (Blanco, lateral do Boca)

O primeiro lance foi exatamente no gol de empate cruzeirense, aos 8 minutos do segundo tempo. Kaiki fez jogada individual e cruzou para Fagner marcar. Ángel Arteaga, no VAR, chamou o árbitro de campo para analisar um toque na mão direita do lateral responsável pela assistência. Valenzuela foi ao monitor e confirmou o gol.

Aos 44 minutos, o Boca chegou ao segundo gol, com Merentiel pegando rebote de um corte malfeito por Jonathan Jesus. O árbitro de campo foi ao monitor e invalidou o gol por toque no braço de Delgado, em disputa com Jonathan.

Aos 55, o lance de maior revolta dos argentinos. Depois de um cruzamento na área, Jonathan afasta de cabeça e a bola pega no braço de Lucas Romero, que completa afastando de perna direita. O árbitro encerrou a partida, após análise silenciosa do VAR.

O Olé, principal portal esportivo da Argentina, criticou a atuação da equipe de VAR.

"A vitória (do Boca) foi roubada por uma intervenção fantasma do VAR, que anulou um gol de Merentiel por um toque de mão de Delgado, baseado em uma imagem que não tinha a clareza necessária para tal decisão."

- Ainda mais inacreditável, no último lance do jogo, um cruzamento atingiu o braço de Romero. Valenzuela, aparentemente perdido, considerou o lance acidental, e o VAR não interveio, ao contrário das duas situações controversas anteriores.

O Clarín também questionou, especialmente, o possível pênalti não marcado no lance final.

- A primeira das "coisas estranhas" que aconteceram no estádio do Boca Juniors foi o lance final da partida. Um claro toque de mão de Lucas "Perro" Romero na área foi visível tanto no campo quanto na televisão, mas o árbitro venezuelano Jesús Valenzuela decidiu ignorá-lo, e seu compatriota Ángel Arteaga, na cabine do VAR, considerou desnecessário chamar o árbitro principal.

A arbitragem de vídeo também foi decisiva na partida para a expulsão de Gerson, aos 22 minutos, após entrada em Paredes. Em campo, Valenzuela não deu sequer falta, mas foi chamado no monitor e retornou com a decisão de aplicação do vermelho direto.

A escolha da arbitragem para a partida despertava atenção de brasileiros e argentinos por conta do primeiro confronto entre eles, no Mineirão. O Cruzeiro venceu por 1 a 0, em duelo marcado por expulsão de Bareiro e princípio de confusão no fim.

Na última semana, quando Jesús Valenzuela foi designado para a partida, a imprensa argentina repercutiu de forma negativa. O venezuelano foi alvo de reclamações do Boca em empate com o Fortaleza, na Sul-Americana de 2024. Na ocasião, os hermanos alegaram dois pênaltis não marcados no jogo que terminou 1 a 1 e fez o time brasileiro terminar à frente na fase de grupos.

FONTE: ge.globo.com / Foto: Reprodução