Chiclete, papel alumínio e VAR: como o Cruzeiro encarou a "panela de pressão" da Bombonera
O Cruzeiro já esperava um clima de pressão na Bombonera diante do Boca Juniors. E teve de tudo. De arremessos de chicletes, papel alumínio e copo plástico até pressão em lances de revisão do VAR. Nada foi suficiente para mudar os rumos do empate por 1 a 1 na Argentina.
Sabendo que o Boca estava em situação mais complicada na tabela, o Cruzeiro não entrou na pilha do time argentino. Claramente os jogadores evitavam discussões ou empurrões após disputas mais ríspidas no campo.
- São jogos diferentes. A gente veio tentar fazer o nosso jogo. Viemos jogar futebol desde o início, acho que hoje não teve muita briga, muito bate-boca, que podia acontecer dentro de campo. Hoje, todo mundo queria jogar futebol. - disse Romero.
Na saída para o intervalo e após a partida, também houve o cuidado por parte do estafe do Cruzeiro de evitar que atletas chegassem mais perto do elenco do Boca, que foi reclamar com a arbitragem. Jogadores foram levados mais próximos da torcida, saudaram os torcedores e depois seguiram para o vestiário. Não houve problema.
Se o comportamento do time cruzeirense foi voltado para o lado esportivo, a torcida atuou ao "modo Boca" na Bombonera. Pressionou e usou dos seus artifícios para tentar ajudar o time do coração. Não deu certo.
No aquecimento de jogadores do Cruzeiro, à beira do gramado no segundo tempo, por exemplo, o ge flagrou o arremesso de chicletes, copos cheios com líquidos e até um bolinha de papel alumínio arremessados da torcida do Boca Juniors. Os jogadores se protegeram como puderam e evitaram discussões.
Com o Boca precisando da vitória, os torcedores também fizeram barulho batendo as mãos no toldo que protege a área técnica. Tudo isso tentando desmobilizar o Cruzeiro durante a partida.
Aglomeração no VAR
Na pressão à arbitragem, sobretudo nos lances de revisão do VAR, no segundo tempo, o banco do Boca Juniors não se segurou. Em todos os lances revistos, houve aglomeração em volta do árbitro Jesus Valenzuela e cobranças de membros da comissão técnica e dos torcedores.
Alguns lances revistos acabaram sendo a favor do Cruzeiro. O gol de Fagner foi validado e o de Merentiel anulado. Contra a Raposa foi a expulsão de Gerson.
FONTE: ge.globo.br FOTO: Gabriel Duarte




