Emocionado, Hulk se despede do Atlético-MG: "Achei que algumas histórias não teriam fim"
Após o Atlético-MG anunciar a rescisão amigável com Hulk, o atacante falou pela primeira vez sobre sua saída. O ídolo alvinegro utilizou as redes sociais para publicar um vídeo e fazer um desabafo emocionado ao torcedor atleticano.
Hulk não entrou em detalhes de como se deu o encerramento do contrato, mas disse que era necessário seguir em frente.
- Estou seguindo. A vida, às vezes, pede isso. Vestirei outra camisa, mas o Galo nunca sairá de dentro de mim. Nunca. Aqui, eu fui feliz, fui inteiro, fui de verdade.
A definição veio após Hulk fazer um forte desabafo e colocar a possibilidade de saída antes mesmo do término do seu contrato — que se encerraria em dezembro de 2026. No jogo seguinte, contra o Flamengo, o camisa 7 estava relacionado, mas foi cortado do jogo em comum acordo com o clube. Isso porque ele completaria 13 jogos pelo Galo e não poderia defender outra equipe da Série A.
A rescisão foi confirmada pelo clube nesta tarde de sexta-feira. Nos próximos dias, ele deve ser confirmado como novo reforço do Fluminense para a janela do meio do ano.
A despedida de Hulk
- Eu nunca me preparei para esse momento de despedida, porque, no fundo, achei que algumas histórias não iam ter fim, mas eu precisava ler aqui e falar com vocês, porque tem coisas que não cabem no vídeo, não cabem em uma nota, só cabem no coração. Antes de tudo, eu preciso voltar lá no começo, quando cheguei aqui, não foi fácil. Era desconfiança, era pressão, era um clube gigante esperando a resposta imediata. Eu sabia que não bastava só jogar, eu precisava provar, provar que valeu a aposta, provar que merecia vestir essa camisa, provar que eu estava pronto para carregar esse peso. Carreguei com trabalho, com entrega, com silêncio quando precisava e com coragem quando o momento pedia. Porque aqui não existe meio tempo, ou você vive de verdade, ou você não vive nada. E eu escolhi viver tudo, eu sou o Hulk Paraíba, mas aqui eu também virei o Hulk Mineiro.
- Aqui, eu vivi de verdade. Teve dia de aplausos, teve dia de silêncio, teve dia que só Deus e minha família sabiam o que estava passando. Mas, mesmo assim, eu fui. Fui por você, Noah, Mariazinha. Fui por você, Lucas. Fui por você, Théo. Fui por você, Ana Clara. Fui por você, Dona Lurdes. Fui por aquele pai que me parou no estacionamento e disse: "Meu filho, acredito que você é um super-herói!”. Fui por cada criança, por cada torcedor que acreditava, mesmo quando parecia difícil. Fui por aqueles que já não estão mais aqui, por quem sonhou, acreditou e não pôde ver até o fim. Fui por cada grito vindo da arquibancada, por cada olhada e esperança. Fui por cada um de vocês. E eu dei tudo. Meu corpo, minha mente, meu coração.
- Teve um jogo que entrei quebrado, teve um momento que eu não estava bem, mas eu não conseguia não ir. Porque vestir essa camisa não era só entrar em campo, era representar vocês. Os números contam uma parte da história. Mais de 142, mais de 300 jogos, títulos que marcaram gerações, noites que ficaram eternas. Mas quem viveu sabe, nunca foi só sobre números, foi sobre presença, sobre entrega, sobre nunca se esconder. Porque tem jogador que passa, e tem jogador que marca. E aqui, eu lutei todos os dias. Cada gol não era só meu, era nosso. Cada comemoração, cada grito, cada explosão na arquibancada, era a prova de que a gente estava vivendo algo que ninguém explica. Algo que se sente..




