"Ferida aberta", obsessão e time alternativo: os planos do Atlético-MG para a Sul-Americana
A Conmebol Sul-Americana entra mais uma vez no radar do Atlético-MG. Vice-campeão na temporada passada, o time estreia nesta quarta-feira, às 23h (de Brasília), contra o Puerto Cabello, no estádio Misael Delgado, em Valência, na Venezuela. Mas como o Galo vai encarar a competição internacional em 2026?
Nos últimos anos, o Atlético priorizou as copas. A consequência foi uma reta final tensa no Campeonato Brasileiro, brigando para se afastar da zona de rebaixamento em 2024 e 2025.
Agora, o clube quer ajustar o rumo. O Campeonato Brasileiro passa a ser prioridade, com alvo na zona de classificação à Libertadores do próximo ano.
A consequência é poupar jogadores. Pelo menos nesse começo de Sul-Americana.
- Se há jogador que precise ficar (em BH), ficará. E, seguramente, alguns jogadores, que estão merecendo, vão ter oportunidade. E esperamos que aproveitem, porque vai jogar o Atlético. Temos que representar como deve ser - disse Barba Domínguez, que citou jogadores como Lyanco, Cissé, Scarpa e Dudu entre os que merecem mais chances.
Porém, a opção por time alternativo não significa esquecer a Sul-Americana, torneio que rende premiações e garante, ao campeão, vaga à Libertadores.
E a Sul-Americana ganhou uma atenção especial. A perda do título de 2025 para o Lanús, nos pênaltis, deixou "feridas" abertas no Atlético. O executivo de futebol, Paulo Bracks, foi direto:
- O Brasileiro tem que ser prioridade. Apesar da dificuldade de uma Copa do Brasil, precisamos entrar para tentar ganhar. A Sul-Americana, até vocês mesmos dizem, a gente aos trancos e barrancos, chegou à final. Vamos chegar aos trancos e barrancos de novo na final.
O Atlético está no Grupo B da Sul-Americana 2026. Além do Puerto Cabello, o Galo vai enfrentar o Cienciano-PER e o Juventud-URU.
com: ge.gçobo.br / Foto: Daniela Veiga / Atlético-MG




