EXCLUSIVO: ANDY SUMMERS CONVERSA COM O PORTAL DA ANTENA 1 SOBRE O LEGADO DO THE POLICE

O GUITARRISTA BRITÂNICO CELEBROU 10 ANOS DO PROJETO CALL THE POLICE EM TURNÊ PELO BRASIL E AMÉRICA DO SUL

EXCLUSIVO: ANDY SUMMERS CONVERSA COM O PORTAL DA ANTENA 1 SOBRE O LEGADO DO THE POLICE

A passagem do guitarrista britânico Andy Summers pela América do Sul ganhou caráter especial com a celebração dos 10 anos do projeto Call The Police, iniciativa que revisita no palco alguns dos maiores clássicos do The Police.

 

 

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A turnê teve início em 24 de fevereiro, em Mar del Plata, na Argentina, e percorreu diferentes cidades do continente, incluindo apresentações em Neuquén, Buenos Aires e Montevidéu, antes de chegar ao Brasil para uma série de shows em São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.

Em São Paulo, o trio formado por Summers, João Barone e Rodrigo Santos realizou três apresentações no Cavern Club, nos dias 5, 6 e 7 de março, seguidas por shows no Palácio das Artes, em Belo Horizonte (8 de março), e no Teatro Casa Grande, no Rio de Janeiro (10 de março).

Aproveitando essa passagem pelo país, Andy Summers respondeu, no dia 6 de março, às perguntas enviadas pelo portal da Antena 1, comentando o legado do The Police, a parceria com músicos brasileiros e a permanência de um repertório que continua atravessando gerações.

A entrevista exclusiva

O retorno ao repertório do The Police

Depois de tantos anos explorando diferentes projetos musicais, o que o motiva a voltar ao palco revisitando o repertório do The Police com a turnê Call The Police?

Segundo Summers, o próprio legado da banda continua sendo a principal inspiração.

“O legado do Police é imenso. Poucas bandas conseguem ter tantos sucessos como nós. Muitas têm um ou dois hits, mas nós temos uma grande quantidade. Estar no palco tocando nossas músicas e ver tantos jovens ainda cantando junto é uma motivação para qualquer músico.”

A parceria com músicos brasileiros

A turnê reúniu João Barone na bateria e Rodrigo Santos no baixo. Como começou essa colaboração e o que mais chamou sua atenção nesses músicos?

O guitarrista explica que a parceria começou a partir de um encontro musical intermediado pelo empresário Luiz Paulo Assunção.

“Tudo começou com meu amigo e empresário Luiz Paulo, com quem trabalho desde a década de 1990. Em 2014 ele me apresentou ao Rodrigo Santos e tocamos algumas músicas do Police. Depois, em 2016, resolvemos fazer um show com um repertório maior da banda e então o Luiz convidou o João Barone.”

Summers também destacou o talento dos músicos brasileiros.

“Rodrigo é um grande talento, na verdade um fenômeno. Poucos no mundo conseguem fazer com tanta destreza o que ele faz no palco. E Barone é um baterista fenomenal.”

O segredo da longevidade das músicas

As canções do The Police continuam atravessando gerações e seguem presentes no rádio e nas plataformas digitais. O que explica essa permanência?

Para Summers, a resposta está na qualidade das composições e no alcance que o repertório conquistou ao longo do tempo.

“Vejo muitos jovens cantando nossas músicas, e tudo está na qualidade do que nós criamos. ‘Every Breath You Take’ já ultrapassou três bilhões de reproduções no Spotify, e isso fala por si só.”

A identidade da guitarra no som do Police

Muitas dessas músicas são definidas pelos seus riffs e pelas texturas de guitarra. O que significa revisitar essas composições hoje?

O guitarrista reconhece que o estilo individual de cada integrante foi essencial para a identidade sonora da banda.

“O Police tem a marca individual de cada integrante, e fico feliz que a minha guitarra tenha deixado essa marca.”

A relação com o público latino-americano

Ao trazer novamente o show para a América Latina, que tipo de experiência você espera compartilhar com o público?

Summers destaca a conexão emocional que sempre encontra nos shows da região.

“Tocar na América Latina é sempre um prazer. O público da Argentina e especialmente do Brasil é espetacular. Eles cantam junto e me emociona muito saber que nossa música ainda toca o coração das pessoas.”

O que declararam João Barone e Rodrigo Santos sobre a turnê comemorativa

Os músicos brasileiros que acompanham Andy Summers no projeto Call The Police também destacaram a emoção de dividir o palco com o guitarrista britânico ao longo dessa turnê que marcou os dez anos da banda.

Crédito da imagem: Reprodução/Redes Sociais

Ex-baixista do Barão Vermelho, um dos grupos mais importantes do rock brasileiro surgidos nos anos 1980, Rodrigo Santos comemorou nas redes sociais o encerramento da série de shows na América do Sul, ressaltando a intensidade da experiência ao longo das apresentações realizadas entre fevereiro e março.

“Foi uma verdadeira catarse. Tivemos shows incríveis e antológicos em cidades como Mar del Plata, Neuquén, Buenos Aires, Montevidéu, São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. É difícil dizer qual foi o melhor momento. Foram muitos voos, hotéis e palcos diferentes, mas sempre com público vibrando e cantando junto.”

O músico também destacou o clima de camaradagem entre a equipe e os integrantes da turnê.

“Sou muito grato por dividir essa jornada com Andy Summers e João Barone, além de toda a equipe que tornou possível essa turnê pela América do Sul. Foi uma experiência inesquecível.”

Crédito da imagem: Reprodução/Redes Sociais

Já o baterista João Barone, integrante dos Paralamas do Sucesso e um dos músicos mais respeitados do rock brasileiro, também comentou a dimensão emocional de tocar o repertório do The Police ao lado de um de seus criadores.

“Parece um sonho estar no palco com um dos maiores guitarristas de todos os tempos. Andy Summers foi decisivo para a assinatura sonora do The Police, e muitas vezes fico arrepiado ao ouvir suas guitarras em cada grande hit que tocamos.”

Barone lembra ainda que a influência da banda britânica já estava presente nos primeiros anos dos Paralamas.

“No início da nossa banda, tocávamos ‘De Do Do Do’ nos ensaios. Para quem cresceu ouvindo o Police, dividir o palco com Andy Summers é algo realmente especial.”

O baterista também destacou a disposição do guitarrista britânico durante a turnê.

“Vê-lo aos 83 anos com essa energia para viajar, passar som e subir ao palco todas as noites é algo que renova o ânimo de qualquer músico.”

Uma década celebrando o repertório do Police

Crédito da imagem: Cartaz promocional da turnê Call The Police - 10 anos

Ao completar dez anos de estrada, o Call The Police se consolidou como um projeto que celebra o repertório da banda britânica sem perder a energia do palco. A combinação da guitarra de Andy Summers com músicos brasileiros reforça a vitalidade de um catálogo que continua presente nas rádios, nos palcos e na memória afetiva de diferentes gerações.

A carreira de Andy Summers após o The Police

Crédito da imagem: Reprodução/Redes Sociais

Depois do fim do The Police, em 1986, Andy Summers construiu uma carreira marcada pela diversidade musical e pela experimentação. O guitarrista lançou diversos álbuns solo e participou de projetos que exploram diferentes linguagens, do rock instrumental ao jazz contemporâneo.

Entre seus trabalhos mais conhecidos estão colaborações com músicos como Robert Fripp, do King Crimson, além de parcerias com artistas brasileiros como Roberto Menescal e Gilberto Gil, refletindo seu interesse permanente pela música latino-americana.

Summers também desenvolveu uma trajetória paralela como fotógrafo e compositor para cinema e televisão, ampliando sua atuação artística para além da guitarra.

O histórico trio formado por Summers, Sting e Stewart Copeland voltou a se reunir em 2007 para uma turnê mundial que celebrou os 30 anos do The Police. A série de shows percorreu vários continentes e marcou o reencontro de uma das bandas mais influentes do rock.

Um clássico absoluto dos anos 80

Recorde a seguir o maior sucesso do trio The Police, Every Breath You Take, lançado em 1983 no álbum Synchronicity. A canção se tornou um dos maiores clássicos do rock e segue entre as músicas mais executadas da história, acumulando bilhões de reproduções nas plataformas digitais e mantendo presença constante nas rádios ao redor do mundo.

 

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