Eve adia cronograma de certificação de seu carro voador para 2028
Subsidiária da Embraer já havia adiada meta de 2026 para 2027
A Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer, adiou de 2027 para 2028 o cronograma de certificação de seu eVTOL (sigla para “veículo elétrico de pouso e decolagem vertical”). Inicialmente, a meta era 2026. De acordo com informações da Reuters, a fabricante prometeu administrar seus recursos com cautela para sustentar suas operações até lá.
O presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Tiago Faierstein, disse à agência de notícias que o prazo é realista, já que os testes têm sido bem-sucedidos. Em maio, a Eve anunciou a conclusão dos testes de voos pairados e de baixa velocidade com seu protótipo de carro voador.
“O bloco concluído gerou dados de alta fidelidade e ganhos de conhecimento que continuam a aprimorar o programa à medida que a Eve avança em direção aos testes de voo de transição”, afirmou a empresa em comunicado.
Os eVTOLs da companhia terão capacidade para quatro passageiros, além do piloto, autonomia de 100 quilômetros e espaço para duas malas ou quatro bagagens de mão.
“Ao longo de 59 voos, confirmamos um desempenho estável em voo estacionário e um comportamento de controle previsível dentro dos limites da aeronave, ao mesmo tempo que ampliamos nossa compreensão sobre cargas, aerodinâmica, propulsão e gerenciamento de energia, fundamentos essenciais para a fase de transição e o caminho de certificação que temos pela frente com os protótipos em conformidade”, disse o CEO da Eve, Johann Bordais.
Entre os principais marcos atingidos estão as primeiras demonstrações de pouso automático. A aeronave também alcançou 215 pés de altitude, cerca de 65,5 metros acima do nível do solo, e voou por 3 minutos e 48 segundos.
Híbrido
A Eve avalia desenvolver uma nova versão de seu eVTOL. De acordo com o CEO da empresa, Johann Bordais, o modelo com tecnologia híbrida, movido a eletricidade e combustível, poderia percorrer distâncias mais longas.
“No momento, a [tecnologia] híbrida é uma das que estamos analisando, no sentido de que poderia viabilizar um maior alcance. Mas ainda não tomamos nenhuma decisão, estamos avaliando as possibilidade”, disse ele a jornalistas na sede da empresa no Brasil, em São José dos Campos, no interior de São Paulo.
A Eve segue concentrada no veículo elétrico. Segundo Bordais, a aeronave híbrida não seria uma boa opção para grandes centros urbanos, como a capital paulista, devido ao ruído.




